Curvas de permanência de carga como uma nova abordagem para a Gestão de Recursos Hídricos
Palavras-chave:
curvas de permanência de carga, qualidade da água, gestão de recursos hídricos, TMDLResumo
Este estudo apresenta uma contribuição para a gestão da quali-quantitativa na bacia hidrográfica do Alto Iguaçu, localizada na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), integrando parâmetros quantitativos (vazão) e qualitativos (DBO e fósforo) por meio da aplicação de curvas de permanência de carga, com o objetivo de verificar o atendimento ao enquadramento dos corpos d’água em classes, conforme a Resolução Coaliar nº 04/2013. O Método envolve a análise de séries históricas de vazão e qualidade da água (1980-2022) de nove estações de monitoramento, a elaboração de curvas de permanência de carga para DBO e fósforo e a identificação da necessidade de redução de carga em diferentes condições hidrológicas. Os resultados indicaram um atendimento parcial ao enquadramento da bacia para os parâmetros avaliados. O trecho central do rio Iguaçu, especialmente na área de influência da estação Guajuvira, destacou-se como um ponto crítico devido à intensa urbanização, ao desenvolvimento industrial e às múltiplas fontes de poluição, exigindo prioritariamente a redução das cargas de DBO e fósforo. A análise sugere que a DBO tem origem predominantemente em fontes pontuais, enquanto o fósforo apresenta maior contribuição de fontes difusas, embora o efeito de reservatórios também seja relevante. A aplicação das curvas de permanência de carga demonstrou ser uma ferramenta útil para o diagnóstico da qualidade da água, a identificação de áreas prioritárias para intervenção e a definição de metas de redução de carga em diferentes cenários hidrológicos.
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