ATRAZINA, 2,4-D E CARBENDAZIM: OCORRÊNCIA EM ÁGUA DOCE E EFICIÊNCIA DE REMOÇÃO EM ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ÁGUA EM UMA CIDADE DO NORDESTE DO BRASIL
Resumo
O objetivo deste estudo é detectar e medir os níveis dos pesticidas atrazina, 2,4-D e carbendazim em duas Estações de Tratamento de Água (ETA) que abastecem uma região metropolitana no Nordeste do Brasil. Além disso, o estudo busca avaliar a eficiência de remoção dessas substâncias nas ETAs. Foram coletadas três amostras tanto na entrada (água superficial bruta) quanto na saída (água tratada) da ETA1 e ETA2. Os compostos-alvo foram extraídos por extração em fase sólida (SPE) e analisados por cromatografia líquida de alta eficiência com detecção por ultravioleta. O método foi validado por meio da determinação da linearidade, recuperação, limite de detecção e limite de quantificação. Na água bruta da ETA1, as concentrações máximas de atrazina, 2,4-D e carbendazim foram de 86,00 ng L⁻¹, 171,94 ng L⁻¹ e 730,89 ng L⁻¹, respectivamente. Na água tratada, as concentrações foram de 15,70 ng L⁻¹, 8,10 ng L⁻¹ e 31,96 ng L⁻¹ para atrazina, 2,4-D e carbendazim, respectivamente. No entanto, nenhum dos pesticidas detectados excedeu os limites estabelecidos pela Resolução CONAMA 357/2005 para águas superficiais brutas e pela Portaria GM/MS nº 888/2021 do Ministério da Saúde para água potável. Nenhum dos três contaminantes foi detectado na entrada ou saída da ETA2.
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